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ESTADO
DO USUFRUTO
| Que
é o Estado de Usufruto |
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Eu
não teria me dado ao trabalho de lançar um arsenal
de farpas no universo feminino se não tivesse propostas
concretas de mudança. Provo em Crítica à
tolice feminina que o atual sistema econômico é
saia justa não só para mulheres, ma,s por que
não dizer, para a maioria excluída socialmente.
No entanto, há uma maneira de se aproveitar todas as
luzes que o capitalismo trouxe ao mundo e manter a prosperidade
do sistema burguês, sem precisar excluir nenhum setor,
raça, etnia, sem exterminar a burguesia. Nosso próprio
código civil rabiscou em linhas muito tímidas
a possibilidade do Estado do Usufruto, uma espécie
de continente perdido, onde é permitida a posse sem
que necessariamente sejamos proprietários e onde a
necessidade da posse vai se diluindo suavemente, sem confisco,
sem invasões de propriedades, sem guerra e sem dor.
Pretendo mostrar que o sexo feminino é um corpo político
revolucionário, e como todo corpo político,
pode se mobilizar livremente para atingir seus propósitos.
Basta que o movimento feminista acorde, transforme-se em uma
organização humanista, arraste as demais ongs
e movimentos sociais para defender não as causas específicas
relacionadas à mulher, mas principalmente, parta em
defesa dos interesses sociais.
| Reformas
legais básicas para construção do
Estado de Usufruto |
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A)
Reformulação inédita do direito de sucessão
- viga mestra do Estado do Usufruto: o direito de sucessão
seria limitado aos filhos inválidos e incapazes e a
qualquer pessoa (independente do grau de parentesco ou sexo)
que tivesse convido com o de cujus nos últimos cinco
anos. Na ausência destes, àquele indicado por
testamento. O principal: o direito seria apenas o de usufruto
e não o de alienar os bens. Terminado o período
de usufruto, evidentemente com a morte do sucessor, todo o
patrimônio caberia ao Estado e à comunidade,
a quem caberia em última instância distribuí-lo,
conforme os interesses sociais. Todos poderiam adquirir e
vender quantos bens quisessem e para quem quisessem, mas tais
bens só teriam valor enquanto o proprietário
estivesse vivo.
B)
Reformulação do sistema de trabalho: redução
drástica das jornadas de trabalho e ampliação
do número de turnos de trabalho. Haveria, com certeza,
aumento de produção e aumento das horas de lazer
e prazer do trabalhador. Aumento significativo de tempo para
fazer coisas ligadas ao crescimento íntimo e humano.
Desenvolver pesquisas, trabalhos artísticos, culturais.
Com o Estado do Usufruto haveria um florescimento cultural
e tecnológico sem precedentes na história. Isso
tudo sem avaliar que uma sociedade plena de empregos é
menos violenta, pois é público e notório
que a maior causa da violência é o desemprego
ou sub-emprego, ausência de estímulos à
reflexão, excesso de pressão no trabalho e na
vida doméstica, ausência de coisas úteis
para se ocupar e fazer.
C)
Reformulação do sistema tributário: nunca
haverá a reforma no sistema de trabalho, conforme a
prevista anteriormente, se não houver uma redução
drástica da carga tributária sobre os ombros
das empresas e dos trabalhadores. O que uma empresa despende
em impostos para manter um empregado e todos os direitos deste,
com certeza seria suficiente para empregar outro ou mais,
caso não existisse a cobrança daqueles impostos.
O Estado do Usufruto prevê a cobrança de um imposto
único, para todos os cidadãos. O valor relativo
à previdência e aposentadoria iria diretamente
para a conta do trabalhador, que teria direito a resgatá-la,
tão logo completado o tempo de serviço determinado
à aposentadoria.
Evidentemente
os desdobramentos encontram-se no livro e na imaginação
do leitor. Estes são apenas resumos rudimentares de
uma discussão que espero ampliar-se em nível
nacional e internacional.
| Como
construir o Estado de Usufruto? |
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Precisamos
provar que vivemos em uma democracia (coisa que, sinceramente,
também penso que ainda está para construir).
Só existe democracia se o povo for rico e educado,
fora disso, vivemos uma farsa. O Estado do Usufruto é
o primeiro Estado que prevê a existência de uma
democracia real, concreta. Primeiro, porque todo o orçamento
e riqueza do Estado serão geridas por representantes
dos movimentos populares, ongs, sindicatos, trabalhadores
e principalmente por um povo rico. O Estado do Usufruto prevê
esta distribuição de riqueza. A tendência
do Estado será um superenriquecimento de seu povo.
Com desenvolvimento econômico teremos avanços
tecnológicos comparáveis aos de ficção
científica. Com tempo para debates e reflexões
encontraremos saídas que não sacrifiquem ou
esgotem recursos naturais e humanos. Precisamos acreditar
em nossa capacidade de ser humanos, ou seja, de encontrar
saídas. Tudo isso ocorrerá com a adesão
de entidades políticas, culturais, suprapartidárias,
com o acasalamento de todos os interesses sociais e das camadas
marginalizadas e excluídas.
Se
você quer discutir a implantação do Estado
do Usufruto, mandar sugestões ou fazer críticas,
envie sua mensagem.
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